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A investigação na área da informação genética distinguida hoje com o Prémio Nobel da Medicina "é de extrema importância" para a produção de nova terapêutica, considera o geneticista Carolino Monteiro.

Andrew Z. Fire e Craig C. Mello foram hoje galardoados com o Prémio Nobel da Medicina 2006 pelas suas descobertas na área da informação genética, anunciou o Instituto Karolinska de Estocolmo.

Os dois laureados foram distinguidos pela descoberta do mecanismo fundamental para o controlo dos fluxos de informações genéticas, especificou a Assembleia Nobel do Instituto Karolinska.

Carolino Monteiro, geneticista e professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, explicou à Lusa a importância da descoberta deste mecanismo, denominado RNA de interferência (RNAi).

O especialista pormenorizou que este mecanismo explica a sobrevivência da célula, nomeadamente quando sofre agressões, como durante uma infecção viral, por exemplo.

A descoberta "é de extrema importância" para a terapêutica, uma vez que abre caminho na procura de mecanismos de protecção da célula.

Para Carolino Monteiro, a atribuição do Prémio Nobel a uma investigação na área da genética não é uma surpresa, prevendo que esta venha a ser a área mais galardoada nos próximos anos.

"A genética é, sem dúvida, a área que mais irá contribuir para a terapêutica" nos próximos tempos, afirmou.

Fire, nascido em 1959, é professor de patologia e de genética na Universidade de Medicina de Stanford, na Califórnia, e Mello, nascido em 1960, é professor de medicina molecular na Universidade de Medicina de Massachusetts.

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