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Nov
O Campeonato do Mundo de Natação Síndrome de Down teve a abertura oficial ontem, dia em que os atletas lusos começaram a dar cartas. O Observatório do Algarve esteve lá.

O corolar de 11 meses de preparação (em que foram feitos dez estágios por todo o País) da Selecção Nacional chega com o 4º Campeonato do Mundo de Natação Síndrome de Down - o primeiro em Portugal - onde os lusos já cumprem os objectivos da comitiva.

Até ao dia de ontem os atletas portugueses já contavam com quatro medalhas (uma de primeiro lugar, duas de segundo e duas de terceiro) e foram batidos três recordes nacionais.

“O nosso objectivo passa por ter a maior representatividade de sempre portuguesa e isso já foi cumprido. Agora vamos focar-nos em bater os recordes nacionais e manter esta continuidade por anos vindouros”, assinala Vítor Monteiro, chefe da delegação, constituída por 18 atletas e 10 técnicos.

Vítor Monteiro adianta ao Observatório do Algarve que a grande esperança para esta competição é a atleta Mannie de Fátima, de 26 anos, a única representante do Campeonato do Mundo - os restantes estão no Torneio Internacional - , que já participou em dois mundiais, África do Sul04 e Irlanda06, onde averbou dez medalhas (cinco de prata e cinco de bronze).

A importância de Portugal receber uma prova do género, “é fundamental para dar visibilidade à ANDDI e às associações nacionais que promovem a natação. Temos um excelente acolhimento em Portugal e, prova disso, é a hospitalidade de Albufeira”, afiança.

“Queremos marcar uma posição emergente da natação portuguesa. Pode não ser de topo, mas trabalha para chegar a níveis de competição mais elevados”.

Para o chefe de delegação o facto de os atletas terem uma deficiência não se torna mais complicado treiná-los, “a diferença está na forma como o treino é comunicado”, mas “a exigência, o espírito e o valor é o mesmo do que qualquer atleta”.

A competição, que vai prolongar-se até à próxima quinta-feira nas Piscinas Municipais de Albufeira (que alberga 22 países e cerca de 250 atletas) teve ontem a abertura oficial e contou com a presença de Maria Cavaco Silva, esposa do actual Presidente da República.

“As pessoas deficientes são, desde o começo do mandato do meu marido, a minha causa maior. Estou honrada em assistir a esta prova”, comentou.


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