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Mar
Portugal é um dos poucos países da Europa onde é feita a integração das crianças com Trissomia 21 no ensino regular, o que para os especialistas é um factor positivo para o seu «desenvolvimento harmonioso», noticia a Lusa.

Ana Rita Gomes, psicóloga educacional da Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT21) explicou hoje, Dia Mundial da Trissomia 21, que a integração destas crianças no ensino regular estimula-as, potenciando o seu processo de desenvolvimento. A psicóloga acredita que as escolas respondem cada vez mais a este desafio e afirma que

Portugal «é a nível europeu dos poucos países onde se faz a integração destes meninos no ensino regular».
A Trissomia 21 é uma anomalia congénita que resulta de uma alteração cromossomática ocorrida no processo de divisão das células durante a fecundação.

Em 1980, apenas cinco por cento das crianças com Trissomia 21 aprendia a ler, mas actualmente, e desde que devidamente acompanhadas, 80 por cento destas crianças aprende a ler antes dos oito anos de idade.

A estimativa das prevalências em Portugal de perturbações do desenvolvimento dos zero aos 18 anos de idade permite constatar que a Trissomia 21 é a causa mais comum de défice cognitivo.

Os 10 a 12 mil casos estimados constituem um número significativo face aos 40 mil registados pelas cerca de 750 outras causas de défice cognitivo.

Hoje, Dia Mundial da Trissomia 21, a associação decidiu comemorar a data, que este ano assinala o 50º aniversário da publicação da descoberta do cromossoma extra (causador da Trissomia 21), promovendo um encontro de pais nas instalações do seu Centro de Desenvolvimento Infantil - Diferenças.

O Diferenças - criado em 2004 pela APPT21 - garante o acompanhamento a mais de nove mil crianças de todo o país.


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