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Dez
Cerca de 200 jovens vão receber apoio, a partir de Janeiro de 2010, através do projecto "Agora", da Fundação Odemira, que visa a promoção da inclusão social e da integração no meio escolar, familiar e mercado de trabalho.

O objectivo do projecto "Agora" é aumentar as “competências para a vida” de 200 jovens, diminuir o absentismo e o abandono escolar em 20 por cento e fazer com que 80 por cento desses jovens se envolvam em actividades ocupacionais.

“O projecto visa, essencialmente, actuar junto dos jovens que têm percursos escolares irregulares e necessidades de integração no mercado de trabalho”, avançou à hoje à agência Lusa o presidente da Fundação Odemira, Francisco Antunes.

O "Agora" foi um dos projectos aprovados no âmbito da quarta fase do Programa Escolhas - um programa de financiamento do Estado -, a par de mais 130 iniciativas idênticas promovidas um pouco por todo o país, com início agendado para Janeiro de 2010 e com duração prevista de três anos.

Os jovens que vão beneficiar deste projecto “são provenientes de contextos socio-económicos vulneráveis”, para quem Francisco Antunes considera ser “fundamental fomentar a igualdade de oportunidades e a coesão social”.

“O concelho de Odemira não é diferente de outros concelhos do Alentejo. Estes concelhos têm alguns problemas sociais graves, muitos deles ligados ao desemprego, à ausência de uma estruturação familiar capaz e baixos níveis de escolaridade”, começou por explicar.

“O que pretendemos é oferecer a estes jovens, que têm poucas alternativas, sofrem de ambiente familiar e social menos favorável e têm dificuldades de emprego, novas competências para entrarem no mercado de trabalho e outras competências sociais para poderem afirmar-se enquanto cidadãos”, acrescentou.

O absentismo e o abandono escolar são outros problemas que o projecto pretende “combater”, através de actividades ocupacionais e do “melhoramento de competências”.

O projecto "Agora" não vai ser desenvolvido “isoladamente”, ou seja, a Fundação Odemira vai trabalhar com as escolas e, muito especialmente, com a Escola Profissional de Odemira, intervindo no meio escolar e a nível individual e familiar.

A aposta vai para “metodologias de educação não formais” e “actividades importantes para o dia-a-dia”, como por exemplo, “abrir uma conta no banco”, “inscrever-se na Segurança Social”, “navegar na Internet” e até “preparar-se para uma entrevista de trabalho”.

Esta candidatura foi aprovada entre mais de 336 apresentadas ao Programa Escolhas a nível nacional, segundo a Fundação Odemira, tendo apenas 130 sido seleccionadas, entre as quais 12 no Alentejo.

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens e o Instituto Português da Juventude fazem parte do consórcio que promove o projecto, numa estratégia de articulação de recursos, a que se junta também o departamento de Educação e Cultura da Câmara Municipal de Odemira.
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