30
Dez
É o primeiro passo no Pacto para o Emprego: tirar pessoas do desemprego e trazer beneficiários do rendimento de inserção para o mercado laboral.

Estado, empresas e as redes de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) - boa parte ligada, directa ou indirectamente, à Igreja Católica - vão ter um pacto para salvar do desemprego cerca de 25 mil pessoas que já não recebem qualquer apoio financeiro. Querem recuperar 15 mil que hoje dependem do rendimento social de inserção (RSI), trazendo-os de volta ao mercado laboral, durante 2010. Este ano, as IPSS, em cooperação com o Estado, tiraram cerca de 30 mil pessoas do desemprego, pondo-as a trabalhar nessas instituições.

A manutenção e a expansão desta rede de apoios sociais - creches, lares de idosos, centros de dia, serviços de apoio a deficientes e a idosos acamados - custa dinheiro: só este ano, o Estado deverá transferir para as IPSS cerca de 1,2 mil milhões de euros, aquilo que se gastará na terceira fase de recuperação das escolas secundárias, por exemplo. Os números enviados pelos Ministério da Solidariedade mostram que o reforço será de 4% face a 2008.

A medida que visa os desempregados está enquadrada no Pacto para o Emprego, foi incluída pelos socialistas no programa de governo e vai arrancar em 2010, ano em que o desemprego deve continuar a subir e a pobreza a aumentar, reflexo da actual crise, a mais violenta das últimas décadas. ...

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