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Fev
De acordo com uma notícia publicada no Jornal de Notícias, as empresas da indústria alimentar, assinantes de um compromisso de auto-regulação na publicidade com vista a promover hábitos saudáveis e combater a obesidade infantil, reúnem-se no próximo dia 12 de Fevereiro para discutir quem irá fiscalizar a medida.

Segundo o director geral da Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), dinamizador da iniciativa, o que irá ser discutido é a quem é que se irá adjudicar a monitorização.

Pedro Queiroz referenciou que o processo foi iniciado com a assinatura de um protocolo por 26 empresas, com o objectivo de dar continuidade prática, ao trabalho. O encontro servirá para discutir "modelos de monitorização da componente publicidade" e definir "passos futuros".

"Isto é um compromisso de auto-regulação da indústria alimentar e o que nós estamos a encontrar são mecanismos nossos para fazer a monitorização", frisou, sublinhando que o objectivo é apresentar "resultados credíveis".

A presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas, Alexandra Bento, congratula-se com esta iniciativa, afirmando que a auto-regulação é a maneira de excelência de funcionamento. Pode haver legislação impositiva, que diga que não é possível fazer, mas o sucesso de qualquer iniciativa é sempre muito maior se vier de dentro. “O objectivo é credibilizar a publicidade para crianças e ter alguns limites, nomeadamente em relação à quantidade de açúcar e aos horários em que é passada".

Alexandra Bento defendeu que o açúcar em si (a sacarose, o açúcar de uso doméstico e industrial), "em bom rigor, não faz falta". O importante "é chegar ao final da digestão e ter a glicose", presente no pão, arroz, massa, batata e na fruta. O açúcar do açucareiro "não aporta mais nenhum benefício nutricional, além de calorias provenientes dos hidratos de carbono".
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