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Jul

O presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA), Silva Lopes Etiambulo está preocupado com a falta de material para o fabrico de próteses nos Centros Ortopédicos e de Reabilitação Física existentes no país.

Silva Lopes Etiambulo que manifestou esta posição quando procedia à abertura do primeiro encontro sobre a utilização de próteses e orteses, que decorreu ontem, em Luanda, disse ainda que a situação é muito delicada e apelou ao Executivo para actuar. “Existem em Angola 11 Centros Ortopédicos mas apenas três funcionam mas debatem-se com falta de material para a produção de próteses. Por isso temos de cuidar bem dos nossos meus auxiliares de locomoção para não nos sentirmos marginalizados”, disse o presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola.

Silva Lopes Etiambulo revelou ainda que da recente visita que efectuou ao Centro e Sul de Angola observou que existem muitos deficientes antigos militares e civis que accionaram minas e não possuem próteses em condições. Esses deficientes precisam de reabilitação física urgente. Para além de próteses, Silva Lopes Etiambulo disse que os deficientes antigos militares do Centro e Sul do país se debatem com a falta de muletas canadianas para facilitar a sua locomoção.

O presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola defendeu a necessidade do Executivo reequipar os Centros Ortopédicos inoperantes para facilitar a reabilitação integral das pessoas com deficiência.
Apelou às organizações não governamentais para ajudarem o Executivo na aquisição de material para o fabrico de próteses. Silva Lopes Etiambulo sublinhou que “as empresas petrolíferas deviam criar uma rede para apoiar o Executivo na aquisição de material para a produção de próteses em Angola”.

O especialista em reabilitação física, Emanuel Diavita, disse ao Jornal de Angola que o país está em condições de produzir próteses de qualidade mas o importante é que sejam disponibilizadas verbas para aquisição dos materiais.

Emanuel Diavita participou no encontro sobre a utilização de próteses e orteses e desenvolveu o tema “a fabricação de próteses, orteses e sua importância”.
Afirmou ainda que a prótese de resina é a que se coaduna com o nível do deficiente ex-militar e que é de baixo custo. Diavita esclareceu que o tempo de vida útil de uma prótese é de três anos.
O especialista em reabilitação física informou ainda que uma prótese de resina custa em media 300 dólares ao passo que a de “paplaine” custa dez mil.

Promovido pela Associação Nacional dos Deficientes de Angola, o encontro decorreu sob o lema “encontrar formas mais adequadas na fabricação de próteses e orteses e a sua utilização” e os participantes abordaram temas como “a fabricação de próteses e orteses e a sua importância”, “as obrigações dos utentes de próteses, seus benefícios e outros meios auxiliares de locomoção” e “as consequências de utilização de próteses e orteses no computo geral”.


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