16
Set
Recentemente, a partir de dados recolhidos por investigadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi reforçada a evidência de que existe uma relação significativa entre a diabetes e a doença de Alzheimer. A doença de Alzheimer seria assim considerada a diabetes do cérebro, estando relacionada com os níveis de insulina, a mesma hormona que tem uma acção desregulada no organismo das pessoas diabéticas.

É sabido que a doença de Alzheimer está relacionada com múltiplos factores, no entanto, a insulina pode estar presente na génese da doença. Segundo estudos realizados com ratos e macacos, verificou-se que os medicamentos direccionados para o tratamento da diabetes poderiam ser eficazes também no tratamento da doença de Alzheimer.

Através de estudos que se realizaram in vitro, descobriu-se que o Alzheimer desenvolve-se a parir da proteína beta-amilóide, que tem efeitos nefastos sobre o funcionamento dos neurónios. Um desses efeitos é a diminuição no número de projecções das células nervosas, que por sua vez tem um impacto negativo nas conexões de neurónios, fundamentais na memória. E de acordo com outra investigação, publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, as proteínas beta-amilóide tendem a ficar ligadas às regiões da membrana das células onde a insulina se “conecta”.

Numa investigação mais recente (realizada em animais) perceberam-se que os fármacos que potencializam a acção da insulina, não só combatem a beta-amilóide como também fazem com que os animais doentes tenham um melhor desempenho em questões de memória.

Apesar de haver perspectivas para testar alguns medicamentos contra a diabetes em pacientes com Alzheimer, os investigadores alertam que os doentes de Alzheimer não devem arriscar a aplicação de insulina, porque o organismo pode tornar-se resistente à hormona.
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