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Set
A câmara de Leiria pretende acabar com os "pontos negros" no que toca à acessibilidade na cidade e freguesias, por isso, está a preparar dois planos que tornem o concelho mais acessível a todos.

"É uma aposta da câmara municipal acabar com os pontos negros das acessibilidades, mas é uma tarefa que não se consegue fazer num mandato", afirmou o presidnete de câmara, Raul Castro, sexta-feira, no final da sessão de apresentação dos Planos Local e Municipal de Promoção da Acessibilidade. O autarca garantiu que neste mandato a autarquia vai tentar "minimizar" esta situação, reconhecendo, contudo, que são necessários "milhões" para colmatar o problema.

"Vai demorar muitos anos a eliminar (os pontos negros) e termos uma cidade acessível a cem por cento", adiantou, prometendo "definir prioridades" no "sentido de melhorar as condições de acessibilidades para todos, não só para alguns, mas para todos".

Na sessão, Raul Castro defendeu ser "necessário pensar estrategicamente a matéria da acessibilidade e mobilidade para todos", de forma a contrariar "medidas avulso".

Leiria faz parte de um conjunto de 20 municípios que aderiram aos Planos Local e Municipal de Promoção da Acessibilidade. Trata-se de um documento que identifica todas as barreiras (urbanísticas, arquitectónicas e móveis da cidade e de 10 freguesias, dando orientações claras para o futuro, através do qual a autarquia "consegue saber quanto dinheiro precisa para trabalhar na eliminação das barreiras".

Mais do que um simples plano urbanístico, Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade, considera ser um documento de "inclusão social", e um "instrumento ágil e credível" até "do ponto de vista da decisão política e do turismo".

Os planos, a concluir em Outubro, e disponíveis, posteriormente, em formato digital, vão permitir a sua monitorização, possibilitando a consulta a toda a população.

Paula Teles, que é também a coordenadora dos documentos, elogiou o trabalho que está a ser desenvolvido em Leiria, sobretudo "numa altura de dificuldades financeiras".

"Dou os parabéns à câmara por dar continuidade ao projecto", que "reflecte uma "atitude de sustentabilidade", permitindo a "minimização de custos" e a eliminação de barreiras mesmo "a custo zero", disse.

Para Paula Teles, o número de municípios que estão a preparar os seus planos reflecte também uma nova "atitude de planeamento", que tem Leiria como pioneira. "É uma mudança preciosa e Leiria é pioneira em matéria de acessibilidade. Antes, as coisas eram feitas avulso e não garantiam sistemas de continuidade", salientou. Tal como o presidente da câmara de Leiria, também Paula Teles reconhece que "nunca haverá uma cidade acessível para todos, nem daqui a cem anos", mas considera que "a mudança de um simples puxador" pode fazer a diferença.


Helena Amaro, com Lusa
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