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Nov
78 municípios portugueses já integraram o Projecto cIDADES Amigas dos Idosos, que tem o objectivo de planificar espaços à luz de um novo paradigma solidário que torna a acessibilidade das pessoas mais velhas, no centro das cidades, como prioridade.

O projecto, co-financiado pela Associação Vida na Fundação Calouste Gulbenkian e pela Direcção Geral da Saúde, visa identificar as práticas e serviços nacionais facilitadores do dia-a-dia das pessoas com mais de 55 anos, no seguimento do Guia das Cidades Amigas das Pessoas Idosas, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Algumas das 78 cidades portuguesas já integrantes do projecto são: Espinho, Mértola, Barcelos, Esposende, Guimarães, Fundão, Sertã, Portimão, Silves, Lagoa, Leiria, Peniche, Oeiras, Elvas, Portalegre, Paredes, Trofa, Grândola, Alpiarça, Valença, Boticas, Angra do Heroísmo, Lajes do Pico, Funchal ou Porto Santo.

De acordo com Alexandre Kalache, criador do projecto, ”uma cidade amiga dos idosos é acessível, inclusiva e promove o envelhecimento dos seus cidadãos em segurança, pois, qualquer cidade tem a obrigação de fornecer aos seus cidadãos a possibilidade de envelhecerem de forma activa … O importante é trazer um novo paradigma para a discussão pública de modo a colocar a acessibilidade e a solidariedade com as pessoas mais velhas no centro das cidades”.

A associação Vida decidiu adaptar o programa a Portugal, com o intuito de perceber o quão amigas as cidades portuguesas são dos seus idosos. Para isso fez um retrato, a nível nacional, da relação das cidades com os idosos em oito pontos, definidos pelo projecto mãe da OMS: transportes, moradia, participação social, respeito e inclusão social, participação cívica e emprego, comunicação e informação, apoio comunitário e serviços de saúde, espaços abertos e prédios.

O nível de amigabilidade das cidades portuguesas irá ser medido através da aplicação de questionários com listas com perguntas relacionadas com estes oito pontos às quais pessoas com mais de 55 anos, ligadas às entidades participantes, responderão, indicando os aspectos que consideram mais favoráveis e os que precisam de ser reestruturados. Em 2011 os resultados finais irão ser divulgados.
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