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Jun
Na Universidade Sénior de Vila Franca de Xira existe um grupo de teatro, alimentado pelos alunos, que prova que velhos são os trapos e que nunca é tarde para aprender. Na tarde de 13 de Junho no palácio da Quinta da Piedade, na Póvoa de Santa Iria, no encerramento de mais um ano lectivo, apresentaram um número animado com recriação de antigos pregões e trocaram poemas à desgarrada.

O grupo está a acabar de ensaiar uma peça completa de teatro e ambiciona levá-la aos palcos do concelho em breve para que seja vista pela comunidade. “Gostávamos de a apresentar ou na Póvoa, no Forte da Casa ou em Alverca”, refere José Gonçalves, membro do grupo. Os participantes recusam-se a revelar a história mas garantem que fala de temas “que interessam a todos”.

José é o único homem do grupo de teatro. Tem 60 anos e uma vontade de ferro. Pelo menos é o que dizem as colegas. “O teatro é muito giro e serve para nos conhecermos a nós próprios. Interiorizar a personagem e a pessoa”, refere. Uma das mulheres do grupo é Fernanda Leite. A alverquense está no grupo há quase oito anos, tantos como os que já leva a universidade sénior no concelho de Vila Franca.

“A memória para fixar as falas não me atraiçoa. Gosto muito disto”, conta com um sorriso a O MIRANTE. Encarnar várias personagens é o que lhe dá mais gozo. Fernanda Cravo é outra das mulheres do grupo. “Estar no teatro permite-nos criar novas amizades e relaxar do stress. Ele está cá na mesma, simplesmente aprendemos a fintá-lo”, garante.

O encerramento do ano lectivo da universidade sénior é sempre uma oportunidade para juntar todas as turmas. Este ano compareceram mais de uma centena de alunos. Muitos receberam os diplomas de conclusão do ano lectivo. Na cerimónia também os professores, que dão aulas a título gracioso, receberam diplomas.


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