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Mar
 
Presidente da Associação de Surdos afirma que a Constituição é ignorada
 
O presidente da Associação Nacional dos Surdos de Angola (ANSA) disse, ao Jornal de Angola, que, embora a Constituição contemple a sua protecção, os deficientes auditivos são frequentemente ignorados.

Joaquim de Barros lamentou que “o preconceito e as barreiras sociais” façam com que os surdos “não desfrutem plenamente dos direitos” que têm, “o que resulta na privação do acesso à educação, à informação e à comunicação” Uma das principais barreiras verificadas, referiu, é a falta de divulgação da língua gestual, pois as estatísticas do Ministério da Educação mostram que apenas seis mil alunos com deficiência auditiva, em todo o país, estão integrados no sistema de ensino.

O presidente da ANSA salientou a importância de formar intérpretes de língua gestual e de a reconhecer como língua nacional da comunidade dos surdos de Angola.
A inclusão da língua gestual no sistema de ensino e nos serviços televisivos permitia que a comunidade surda estivesse melhor informada, disse, sublinhando que os órgãos de comunicação social públicos deviam divulgar notícias sobre os direitos das pessoas com deficiência.
O presidente da Associação Nacional dos Surdos de Angola, Joaquim de Barros, lamentou, também, a falta em Angola de condições para o diagnóstico de casos de surdez e a ausência de um censo para se saber quantas pessoas com deficiências auditivas há no país.

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