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A partir de hoje e todas as sextas-feiras, durante 14 semanas, a seguir ao noticiário da uma da tarde, a TSF irá emitir o novo programa “Selecção de Esperanças”, resultante de uma parceria este órgão de comunicação social e a Associação Viver a Ciência. Catorze vão ser também os cientistas retratados nas entrevistas conduzidas por José Milheiro, o jornalista responsável pelo programa. As histórias à volta das suas investigações são, porém, inúmeras. Ou não fosse o mundo da ciência uma fascinante e permanente descoberta, envolvida em peripécias, rotinas, frustrações e gritos de alegria perante uma experiência bem sucedida.

A parceria surge no âmbito do programa “Researchers in Europe”, que seleccionou uma amostra dos mais promissores jovens cientistas portugueses, a trabalhar em Portugal ou no estrangeiro. Esse trabalho terá também expressão impressa, sob a forma de um pequeno livro intitulado “Profissão: Cientista/Retratos de uma geração em trânsito”, a distribuir gratuitamente dia 27 de Novembro, refere a Viver a Ciência em comunicado.

Sendo duas linguagens diferentes — rádio e livro — com tratamento comunicacional próprio, “Selecção de Esperanças” e “Profissão: Cientista” partilham os mesmos protagonistas.

“Decidimos mostrar um conjunto de descobertas científicas recentes, feitas por cientistas portugueses, abrangendo áreas como as Ciências da Vida, a Química, a Física e a Matemática. Deparámo-nos com casos em que esta classificação foi difícil de aplicar porque a ciência moderna é cada vez mais multidisciplinar, e a arte do cientista está, muitas vezes, em ligar dois ramos do saber até então separados”, explicam Joana Barros e Margarida Trindade, que coordenaram “Profissão: Cientista”, acrescentando que “Quisemos também escolher cientistas em início de carreira – até aos 40 anos – procurando um equilíbrio de perfis, alternando entre o jovem cientista promissor e o líder de grupo embrenhado na aventura de ter a sua própria equipa de investigação. Procurámos casos de cientistas que decidiram voltar a Portugal, após longos períodos no estrangeiro. E também histórias de cientistas que nunca sentiram a necessidade de sair, mas que nem por isso deixaram de estar em contacto com o que se faz de melhor nas suas áreas no estrangeiro. E casos de cientistas que nunca irão voltar.

Porque estes são os dilemas de todos aqueles que, movidos pelo desejo de fazer boa ciência, acabam por ter de se confrontar”, referem as duas divulgadoras, que foram, até à pouco, cientistas profissionais.

A escolha dos cientistas foi feita com base em consultas à própria comunidade científica, jornalistas de ciência, pesquisas na Internet e “fomos utilizadores incansáveis dos programas que nos ajudam a encontrar as publicações mais citadas por colegas cientistas, os artigos mais recomendados, os cientistas mais premiados… Fomos auxiliados por um grupo de personalidades do mundo da ciência, que nos garantiram a excelência científica e o impacto a nível internacional

de cada um dos trabalhos. Muitas outras histórias ficaram de fora, o que significa que teremos material para voltarmos a público com ‘Profissão: Cientista’ II, III…”, referem as especialistas.

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