15
Dez
Horta para Todos!
por ajudas.pt
Horta para Todos!Foi inaugurada em Maio pela Associação para a Valorização Ambiental da Alta de Lisboa (AVAAL), uma horta especial que tem como objectivo garantir que cidadãos com mobilidade condicionada possam ter acesso às mesmas actividades que os todos os que não têm este tipo de constrangimento. “Quer seja para os cidadãos sem dificuldades de mobilidade, quer seja para os cidadãos com mais dificuldade de mobilidade ou outras limitações, o gosto pela produção dos seus próprios alimentos, o gosto do contacto com as plantas e a terra, o gosto de sentir ligado ao ciclo da natureza são fundamentais”, defende Jorge Cancela, presidente da associação promotora do futuro Parque Agrícola da Alta de Lisboa, onde já se integra a horta acessível e que deverá estar terminado “em meados de 2013”. “Sempre quisemos que este espaço fosse para todos”.
O terreno do parque agrícola, com cerca de 17 mil metros quadrados, situado na Quinta dos Cântaros, foi cedido pelo município à associação através de um protocolo assinado em Dezembro de 2011, por uma quantia simbólica anual de 427 euros. Por um período de seis anos, renovável, a AVAAL compromete-se a utilizá-lo para promover a sensibilização e educação ambiental, a dinamização social daquela comunidade e a produção alimentar.

Concebida para cidadãos portadores de deficiência física ou mental, a horta tem talhões elevados ao nível da cintura, de modo a puder ser trabalhada tanto em pé como por pessoas em cadeiras de rodas. Além disso, os canteiros têm uma largura estreita, que não ultrapassa “o tamanho dos braços” e permite “trabalhar lateralmente” a terra, explica Jorge Cancela. Já os corredores são largos, onde cabem duas cadeiras de rodas lado a lado, e há guias no chão para auxiliar os invisuais. Num dos lados existem ainda canteiros mais baixos, para as crianças.

Actualmente a horta tem quatro utilizadores, três adultos e uma criança. Mas “outros quatro estão a chegar”, avança o responsável, referindo que o limite será “entre oito a 12 pessoas” e “eventualmente quatro crianças”. “Quanto mais pessoas houver melhor, até mais para o convívio", refere Dinis Almeida.

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